Advogada trabalhista.
Do lado de quem trabalha.
Há mais de 20 anos na advocacia. Hoje, dedicada exclusivamente à defesa do trabalhador — com a bagagem de quem já esteve dos dois lados da mesa.
Eu escolhi um lado. E estou firme nele.
Desde a faculdade, eu sabia o que queria.
Ser advogada. E, dentro do Direito, o trabalhista nunca foi uma escolha entre outras. Foi vocação, estudo, hiperfoco. É o que me move desde o primeiro dia.
Me formei em Rondônia e comecei a carreira como começa a maioria: dentro de grandes escritórios, atendendo grandes empresas. Defendi casos complexos para empregadores e viajei o país inteiro fazendo audiências. Conheci a diversidade do trabalhador brasileiro e aprendi como a máquina funciona por dentro — quais argumentos as empresas usam, quais teses elas constroem, como pensam suas defesas.
Essa bagagem é minha. E foi justamente ela que me fez escolher o outro lado da mesa.
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Vim para São Paulo. E vivi, na pele, a contradição.
Continuei atuando para empresas, agora em escritórios ainda maiores. Era associada no papel, mas CLT nas responsabilidades — uma das contradições mais conhecidas e menos enfrentadas do mercado da advocacia. Cobrança de empregada, metas, dias que terminavam às onze da noite, e nenhum dos direitos de quem efetivamente é empregada.
Eu defendia empresas em casos de pejotização enquanto vivia, na prática, a minha própria.
Tecnicamente, eu estava no auge. Mas cada caso ganho começava a pesar mais do que aliviar. Não era cansaço. Era falta de sentido. Eu olhava para o que estava defendendo e percebia que aquilo já não cabia em mim.
Mudei de emprego. Trabalhei em uma empresa que respeitava gestantes e tive minha primeira filha lá. Cito justamente por isso: eu sei que existem empresas que cumprem a lei. Mas, mesmo nesse ambiente saudável, a pergunta voltava — eu não queria mais defender empresa nenhuma. Pedi demissão e abri meu próprio escritório.
Atendimento em todo o Brasil.
Foi quando o trabalho passou a fazer sentido de novo.
Não por desconhecer o outro lado. Mas porque conheço bem demais.
Hoje atuo exclusivamente para trabalhadores. Inclusive porque conheci o outro lado na minha própria pele. E o que faço não é só entrar com processo — é ouvir, explicar e dar clareza para quem chega achando que não tem direito a nada.
Quando a empresa errou, eu mostro onde. Quando o trabalhador errou, eu também digo. Quando há fraude, eu não embarco. Quando o caso não precisa ir para a Justiça, eu falo isso com a mesma firmeza com que ajuizaria a ação.
Direito do trabalho, para mim, não é só processo. É devolver a alguém a noção de que ele tem valor, tem história e tem direitos — mesmo quando a vida inteira disseram o contrário.
O trabalho dignifica. Mas também adoece, explora e humilha.
Uma parte significativa do meu trabalho hoje é justamente no terreno que a CLT original não imaginou: motoristas de aplicativo, entregadores, profissionais "PJ" que na prática são empregados. Gente cuja jornada é gerenciada por algoritmo e que pode ser desligada com um clique. É o rosto atual da precarização. E é onde mais atuo.
O Direito do Trabalho no Brasil vem sofrendo ataques. Isso me desola. E me move. Quanto mais tentam enfraquecer os direitos trabalhistas, mais clara fica para mim a escolha que fiz.
Defender trabalhador exige mais do que conhecer a lei.
Faço especialização em Direito do Trabalho na USP, curso de Saúde Mental do Trabalhador na SESES e atualização em precedentes do TST na AATSP. Vivo em congressos. Leio sobre saúde mental no trabalho, história e sociologia do trabalho.
Porque é preciso entender como chegamos até aqui pra defender quem hoje precisa.
Por mais justiça no trabalho.
Não trato cliente como número de processo. E não recuo do lado que escolhi.
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